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A associação cultural Hélice – Fotógrafos que usam a fotografia surgiu em 2016 a partir da vontade dos seus fundadores
de criar um espaço de reflexão, criação, ensino e edição de fotografia nas suas mais diversas acepções.

A Hélice é também uma incubadora de ideias em torno da fotografia e a Propeller a sua expressão em formato publicação.
Cada publicação tinha uma periodicidade semestral e um tema específico que a coordenava. O primeiro número - #0 
foi dedicado ao Pornográfico, o segundo - #1 – a Mancha, o terceiro - #2 – Ficção, e o quarto - #3 – Propaganda.

A partir de de 2021 a Hélice para além das outras actividades, criou a chancela Helice_press, que pretende editar livros
e projectos em torno da imagem.




_ EQUIPA / TEAM





Um fotógrafo que use a fotografia deve compreender as relações que a imagem técnica estabelece com outras manifestações do humano, como a antropologia, a medicina, a história, a arte, assim como a intricada teia de relações que podem ser criadas e discutidas entre fotografia e conceitos como verdade, documento, morte, criação, técnica, tecnologia.

Um fotografo que use a fotografia deve conseguir usá-la pervertendo a relação entre máquina e humano, conhecendo profundamente a máquina e sendo capaz de a usar, por oposição a ser usado por ela. Será o corpo da máquina que está ao serviço do fotógrafo, e nunca o corpo do fotógrafo que se vai contorcer ao comando da máquina.

Um fotógrafo que use a fotografia é um Humano que domina a máquina, alguém capacitado para manipular todo o aparato técnico e teórico, histórico e filosófico a que chamamos fotografia, (e que aqui está a ser designado por “máquina”), ao seu bel prazer.

Um fotógrafo que use a fotografia deve dominar as técnicas necessárias para uma prática a que possa chamar “sua” de pleno direito. Uma prática fotográfica situada neste grau de alteridade só pode ser realizada impondo uma vontade a uma máquina, sem que esta se separe do fazer do fotógrafo. Cada um dos fotógrafos que usam a fotografia deve usar as suas técnicas como usam as suas mãos. Este será também o seu trabalho.




A photographer who uses photography must understand the relationships that the technical image establishes with other human manifestations, such as anthropology, medicine, history, art, as well as the complex web of relationships that can be created and discussed between photography and concepts such as truth, document, death, creation, technique, technology.

A photographer who uses photography must be able to use it by perverting the relationship between machine and human, knowing deeply the machine and being able to use it, as opposed to being used by it. It will be the body of the machine that is at the service of the photographer, and never the body of the photographer that will adapt at the command of the camera.

A photographer who uses photography is a Human who masters the camera, someone capable of handling the entire technical and theoretical, historical and philosophical apparatus that we call photography, (and which here is being called a “machine / camera”), in his own will.

A photographer who uses photography must master the techniques necessary for a practice that he can call “his” in its own right. A photographic practice situated in this degree of otherness can only be carried out by imposing a will on a machine, without the latter separating itself from the photographer's doing. Each of the photographers who use photography must use their techniques as they use their hands. This will also be his job.
helice@helice.pt
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